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O termo tem origem na palavra advocare, do latim, que significa ajudar alguém que está em necessidade. Em inglês, deriva do verbo to advocate, cuja a tradução literal em português é advogar, mas apesar da conotação jurídica nem sempre o advocacy possui esse foco.


O que é Advocacy ?


Esse termo, atualmente é utilizado como sinônimo de defesa e argumentação em favor de uma causa. É um processo de reivindicação de direitos que tem por objetivo influir na formulação e implementação de políticas públicas que atendam às necessidades da população.


A importância da Advocacy


Muitas vezes, a população enfrenta problemas recorrentes que poderiam ou mesmo deveriam ser solucionados pelo poder público. A ausência de políticas públicas que sanem essas necessidades pode existir por diversos motivos, dentre eles: não é do conhecimento do poder público, ou quando é do conhecimento não tem orçamento disponível, ou mesmo não há interesse político, entre outros.


Contudo, esses pontos pode ser modificado através do advocacy: Expondo os problemas e necessidades existentes na sociedade; Mostrando, com dados, fontes confiáveis e relatos a importância do tema; Sugerindo melhorias e soluções, a partir da pesquisa e colaboração com especialistas da área; Buscando influir nos planejamentos orçamentários, comprovando a necessidade de expansão de recursos em determinada área, entre outros.


Desse modo, muito mais do que lograr a discussão, formulação ou implementação de políticas públicas realmente necessárias à população, o advocacy modifica a própria democracia. Ao ampliar a participação e representatividade de grupos muitas vezes excluídos dos processos políticos decisórios e assegurar que os direitos desses indivíduos sejam garantidos, o advocacy fortalece a democratização da própria sociedade. Com o aumento do poder de ação da sociedade civil e maior participação cidadã nos processos de tomada de decisão, é consolidada uma cultura política mais democrática, transparente e participativa.


Advocacy busca, principalmente, gerar maior conscientização sobre uma causa pública, engajando outros atores, para que estes pressionem os tomadores de decisão.


Como praticar advocacy?


Para conseguir o apoio da opinião pública e incentivar a criação de políticas públicas, o Advocacy se inicia na coleta de evidências sobre uma situação cujas características demonstram a necessidade de mudança, criação ou extinção de leis. A partir daí, os grupos e organizações utilizam mecanismos pacíficos de mobilização social para conseguir a atenção dos governantes e da mídia.


Exemplos disso são a criação de abaixo-assinados, passeatas, manifestações, debates, palestras e reuniões. Todos esses são exemplos de fomento ao diálogo e da conscientização da opinião pública para mudar algo com que parte da sociedade se preocupa ou é vítima.


O exercício da cidadania tem um papel fundamental na diminuição de desigualdades e injustiças sociais, na promoção de bem-estar e da dignidade, principalmente dos membros marginalizados da sociedade. É fazer com que o sistema olhe e tome providências sobre questões e demandas as quais, sem a pressão pública, seriam ignoradas.


Essa negligência acontece por fatores diversos, como ausência de conhecimento sobre o tema, a inexistência atual de boas-práticas a serem copiadas como solução, falta de vontade política e orçamento restrito. Inclusive a falta de espaço para discussões que não abrangem o tema ou problema por não ser considerado importante o suficiente. A partir dessa realidade, grupos de cidadãos e organizações lutam para pôr luz sobre assuntos não-explorados, a fim de resolvê-los ou construir alternativas para sugerir e reivindicar que sejam regulamentadas e cumpridas.


Saiba mais no vídeo abaixo:


Fonte: Politize!, childfundbrasil

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Não se refere apenas aos negócios focados em ações ambientais, mas também nos resultados financeiros e sociais das empresas.


O conceito de empreendedorismo sustentável é recente, mas ainda não se definiu, ao certo, qual a nomenclatura para as empresas que procuram adotar mudanças na sua gestão, visando diminuir os danos à natureza.


Alguns especialistas preferem utilizar o termo “empreendedorismo orientado à sustentabilidade”, mas basicamente, o empreendedorismo sustentável caracteriza uma modalidade de negócios em que a geração de lucro é combinada ao desenvolvimento responsável do meio social e do meio ambiente. As empresas que se enquadram nesse modelo de empreendedorismo exercem suas atividades por meio de medidas que não prejudicam os ecossistemas, demonstrando preocupação com os fatores socioambientais tanto quanto com o sucesso de seus negócios.


Independentemente de qual for o nome de sua preferência, é importante entender que esse empreendedorismo continua trabalhando visando o sucesso, o topo de sua categoria. O empreendedor sustentável, portanto, se caracteriza por buscar a lucratividade a partir de processos humanizados e que respeitem o meio ambiente.


Sustentabilidade nos Negócios


A sustentabilidade nos negócios geralmente aborda duas categorias principais:

  • O efeito que o negócio tem no meio ambiente

  • O efeito que o negócio tem na sociedade

O objetivo de uma estratégia de negócios sustentável é causar um impacto positivo em qualquer uma dessas áreas. Quando as empresas deixam de assumir responsabilidade, o oposto pode acontecer, levando a questões como degradação ambiental, desigualdade e injustiça social.


A importância da Sustentabilidade


A sustentabilidade não apenas reduz os riscos globais, pode ainda impulsionar o sucesso dos negócios. Atualmente, vários investidores usam as métricas ambientais para analisar as práticas de impacto e sustentabilidade ética de uma organização. Os investidores analisam fatores como a pegada de carbono da empresa, o uso da água, os esforços de desenvolvimento da comunidade e a diversidade do conselho.


Empresas com iniciativas de sustentabilidade podem ajudar a melhorar o desempenho financeiro enquanto promovem o apoio público. Os fatores motivadores mais fortes para adotar uma mentalidade sustentável são: alinhar-se aos objetivos, missões ou valores de uma empresa; construir, manter ou melhorar a reputação; atender às expectativas do cliente; e desenvolver novas oportunidades de crescimento.


Como criar um negócio sustentável ?


1. Avalie o problema e defina os objetivos: avaliar o que significa sustentabilidade para sua equipe, empresa, setor e cliente. Considere os grandes problemas que cada um desses grupos consideram uma prioridade. Responda as perguntas a seguir para ajudar na definição dos seus objetivos de sustentabilidade da sua empresa:

  • Quanto desperdício a organização está criando?

  • A cultura da nossa empresa está evoluindo em direção aos nossos objetivos?

  • Nossas práticas de contratação atraem diversos candidatos a emprego?

  • Nosso produto é direcionado para ajudar um determinado público?

  • Qual o impacto da nossa empresa na comunidade local?


2. Defina sua missão: Uma declaração de missão eficaz descreve o foco da sua empresa em “fazer”. Ela deve efetivamente capturar os valores e a finalidade da sua organização e servir como uma luz orientadora do porquê você faz o que faz. Em outras palavras, sua declaração de missão deve definir as cinco questões da sua empresa: quem, o que, quando, onde e por quê.


3. Crie sua estratégia: Com os objetivos e missão definidos, o próximo passo é elaborar uma estratégia de negócios sustentáveis, é importante garantir que sua empresa continue lucrativa. Esta é sua prioridade número um. Você não pode ajudar sua causa se não puder continuar no negócio. E, como comprovado, seus esforços de sustentabilidade podem ajudá-lo a se tornar mais lucrativo.


Considere o seguinte: sua empresa geralmente deixa a luz e equipamentos ligados durante a noite, mesmo quando não há funcionários no local? Imagine quanta economia poderia ser obtida, tanto em recursos de custo quanto de energia, se a última pessoa no escritório simplesmente os desligasse? É uma atitude simples e que gera grandes resultados.


Existem várias estratégias específicas para o seu setor que podem aumentar sua eficiência operacional enquanto impulsionam o valor social e interno. Construir uma estratégia robusta de sustentabilidade pode ajudar tanto a empresa quanto o meio ambiente a longo prazo.


4. Resultados: Com a estratégia definida, é fundamental revisar seu processo periodicamente para garantir que seus objetivos, missão e progresso permaneçam alinhados.


O seu negócio é sustentável?


Quando os objetivos se tornam um propósito, uma história poderosa é estabelecida. Essa história guiará sua missão e permitirá que você crie um plano acionável. Este plano está pronto para gerar resultados e torná-lo um verdadeiro realizador. Não se preocupe se os resultados não vierem imediatamente; o caminho para 100% de sustentabilidade é longo e pode levar o teste a algumas abordagens diferentes para que você faça seu maior impacto.


Quer saber mais? Seguem alguns livros que indicamos para melhorar seu conhecimento no assunto


Fonte: Portal Dale Carnegie

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Hoje a situação é que:

  • Apenas 6% da rede de água e esgoto é gerida por empresas privadas

  • Estudos estimam que seriam necessários 500 bilhões de reais em investimentos para que o saneamento chegasse a toda a população

  • 15 mil mortes e 350 mil internações por ano em decorrência da falta de saneamento básico

  • 104 milhões de pessoas (quase metade da população) não têm acesso a coleta de esgoto

  • 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável


"O objetivo principal é universalizar o saneamento, prevendo coleta de esgoto para 90% da população e o fornecimento de água potável para 99% da população até o fim de 2033."

Pontos da nova lei


1. Universalização do saneamento

O prazo para universalização dos serviços de saneamento a data de 31 de dezembro de 2033, de modo que até essa data o país tenha:

  • 99% da população com acesso à água potável;

  • 90% da população com acesso ao tratamento e à coleta de esgoto.

2. Licitação obrigatória

Pela nova lei, não será mais possível fechar os chamados contratos de programa para a prestação de serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Os contratos de programa são firmados sem concorrência e celebrados diretamente entre os titulares dos serviços e as concessionárias. Essa modalidade de contrato é utilizada na prestação de serviço pelas companhias estaduais de saneamento. A lei determina a abertura de licitação, com a participação de empresas públicas e privadas, e acaba com o direito de preferência das companhias estaduais.


De acordo com a proposta, os contratos celebrados deverão estabelecer metas de:

  • Expansão dos serviços;

  • Redução de perdas na distribuição de água tratada;

  • Qualidade na prestação dos serviços;

  • Eficiência e uso racional da água, da energia e de outros recursos naturais;

  • Reuso de despejos.


3. Fim dos lixões

A lei em vigor previa que os lixões deveriam acabar em 2014. Agora, a lei determina como prazo 31 de dezembro de 2020. Esta data não vai valer para os municípios com plano intermunicipal de resíduos sólidos ou plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos. Para esses casos, os prazos vão variar de agosto de 2021 a agosto de 2024, dependendo da localização e do tamanho do município.


4. Agência Nacional de Águas (ANA)

O texto prevê que a Agência Nacional de Águas (ANA) deverá estabelecer normas de referência sobre:

  • Padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico;

  • Regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico;

  • Padronização dos contratos de prestação de serviços públicos de saneamento básico;

  • Redução progressiva e controle da perda de água.


5. Iniciativa privada

Os responsáveis pelo saneamento básico poderão permitir a exploração do serviço por meio de concessões à iniciativa privada, por licitação. Hoje, os contratos são estabelecidos diretamente, sem concorrência. O texto determina que os contratos deverão conter cláusulas essenciais, entre as quais as seguintes metas:

  • Expansão dos serviços;

  • Redução de perdas na distribuição de água tratada;

  • Qualidade na prestação dos serviços;

  • Eficiência e uso racional da água, da energia e de outros recursos naturais;

  • Reúso de efluentes sanitários e aproveitamento de águas de chuva.

Fonte: Senado Federal e Portal G1

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